FILMES PARA QUEM AMA DISCOS Estou fazendo uma pesquisa sobre filmes que têm os discos e a música como parte importante de suas narrativas. A partir desse levantamento, comecei a reunir alguns títulos que dialogam, de diferentes maneiras, com o universo dos LPs, das coleções, das lojas de discos, dos músicos e, sobretudo, com a relação afetiva que construímos com a música . A lista ainda está em construção e reúne filmes de diferentes estilos e perspectivas. Abaixo, alguns dos títulos que encontrei até agora: Filme Durval Discos , de Anna Muylaert - uma história em que os discos, a música e a memória se entrelaçam na vida de seus personagens. Filme Alta Fidelidade (High Fidelity), de Stephen Frears - uma história sobre música, discos, memória, relacionamentos e as obsessões de quem transforma suas coleções em parte da própria identidade. Filme Good Vibrations , de Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn — a história de Terri Hooley, o lendário dono de uma loja de discos que ajudou...
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por Patrícia Marcondes de Barros Entre desenhos, quadrinhos, filmes em Super-8, revistas e outros documentos, o Acervo Arnaldo Albuquerque preserva fragmentos de uma cena contracultural que se desenvolveu em Teresina nos anos 1970. Quando se começa a pesquisar a contracultura brasileira, uma das primeiras dificuldades encontradas está justamente no acesso às fontes. Essa questão se torna ainda mais evidente quando o olhar se desloca dos grandes circuitos culturais, especialmente do eixo Rio–São Paulo, para outras regiões do país. A contracultura, entretanto, não se limitou aos circuitos culturais já reconhecidos pela historiografia. Em diferentes cidades e regiões, jovens artistas, escritores, músicos, cineastas e outros produtores culturais criaram suas próprias formas de experimentar linguagens, comportamentos e modos de vida. Muitas dessas experiências, porém, permaneceram pouco documentadas. É nesse ponto que os acervos e arquivos assumem uma importância fundamental. Fotograf...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por Patrícia Marcondes de Barros Há algum tempo acompanho a trajetória de Aristides Oliveira, historiador, pesquisador, professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e um dos editores da revista Acrobata . Sua caminhada intelectual se entrelaça à própria memória da cena independente de Teresina, da qual vem registrando personagens, experiências, sons e histórias que, de outro modo, poderiam se perder no tempo. Seu trabalho nasce de um lugar particularmente potente: o encontro entre a pesquisa histórica e a experiência vivida, entre o olhar do historiador e a memória de quem acompanhou de perto os espaços, as bandas, os artistas e as movimentações que deram forma ao underground piauiense. Autor de livros como Outsider: Asseclas na cena rock em Teresina e Vozes do Punk , Aristides vem construindo uma obra dedicada a recuperar histórias que muitas vezes permaneceram fora dos registros oficiais da cultura brasileira. Seus livros percorrem shows, discos, bandas, personagens, luga...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Robertinho do Recife revisita seis décadas de invenção sonora Por Patrícia Marcondes de Barros Robertinho do Recife com o maestro George Martin, produtor dos Beatles. 1997. Foto: instagram @robertinhoderecife Poucos músicos brasileiros atravessaram tantas paisagens sonoras quanto Robertinho do Recife. Guitarrista, compositor, produtor, arranjador e inventor de linguagens musicais, sua trajetória acompanha algumas das transformações mais significativas da música brasileira das últimas décadas. Sua formação musical se dá em um dos períodos mais inventivos da cultura pernambucana, quando artistas passaram a combinar psicodelia, rock, música regional e experimentação sonora sob a influência da contracultura dos anos 1970. Esse amb...